O novo!

feliz-ano-novo

Que seja tudo novo, novo na esperança
Remonte sua vida e que seja nova
Um recomeço como se fosse o primeiro
Faça valer à pena e não deixe de sonhar
Não deixe de tentar realizar seus sonhos
Tente uma vez, se não deu tente tudo de novo
Insista até conseguir alcançar que, aquilo fará você
Feliz, sempre feliz
Faça as coisas com mais convicção e não desista

Tenha a esperança de que tudo será novo
Novo como uma criança que acabara de nascer
O que você fez e não obteve sucesso
Faça de novo, mas faça melhor tente de outra forma
Reconstrua seus ideais para conseguir alcançar uma
Coisa que foi perdida ou que não foi conquistada
Será uma coisa nova, uma conquista nova
Todo esforço pode valer a pena se te agrada o que queres

O que não vale à pena é reclamar e não fazer nada pra mudar
O que não te agrada, mude deixe novo faça do seu jeito
Não deixe de buscar o que te faz feliz, sem desistir e sem cessar
Com fé naquilo que esta fazendo e com forças e perseverança
A virtude do ser é conquistar aquilo que te faz bem
E nunca reclamar daquilo que já vem tentando buscar
Cada vez melhor o que se quer

Agradeça que mais um ano você passou
E pede para que consiga viver mais esse ano que está por vir
Pensando no futuro devagar fazendo no presente e vivendo
O momento, viva tudo que se pode viver de bom hoje
Nunca deixe pra o amanhã, se tem este costume mude
Pois esta por vir o novo então conserte o que esta com defeito
Para que se reflita no futuro.

Um feliz ano novo e tudo pode mudar só depende de você
Por Márcio Poeta.

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Não venha me dizer de amor

CHORO

Não venha me dizer de amor se você não sabe amar
Não venha me dizer de felicidade se não sabes dar
Não faças coisas que não possa dar
Só tristeza que você sabe exalar

Nada de proveito pode se tirar
De tal coisa que causa sofrimento
Não pode mudar esse seu jeito que não
Tem mais jeito, sem respeito
É o que você é

Nada de amor e muito menos paixão
Nada se transforma com você
Tudo fica na mesma e o tempo
Passa e continua assim
Sem efeito só desconsideração
Que existe em si

Poderia ser diferente, mas você insiste
Em continuar com essa falta de amor
No coração e assim é seu jeito
Que não produz nada além do desfeito
Que eu sinto por ti.

Por Márcio Poeta

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Gal Costa - Mar e Sol

Gal Costa

Mar e Sol
Interprete: Gal Costa
Composição: Lokua Kanza/ Carlos Rennó

Um Sol
Eu sou
Para o seu mar, ó meu amor;
Você
O mar é
Para o meu Sol, para eu me pôr;

Me pôr
Em você,
Me espelhar, me espalhar;
Meu Sol
De arrebol
Deitar no leito de seu mar –

E entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Um só,
Um nó
De fogo e água, terra e céu,
A sós,
Somos nós,
De corpo e alma, você e eu;

E eu
A descer,
A desnascer, desvanecer;
A ser
Em você
Um Sol a se dissolver –

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Em você morrer, morrer.

Depois,
Nós dois,
Olhos nos olhos, vis-à-vis,
Nos seus
Olhos meus,
Me vejo no que vejo ali;

Ali,
Eu-você,
Olho no olho a se espelhar,
Amor,
Sem temor,
Olho o que eu olho me olhar –

Ao entrar em você,
Em você queimar, arder;
Em você tremer, em você,
Com você morrer, morrer.

Paixão de fogo de paixão
De fogo de paixão
De fogo de paixão,

Em que me afogo de paixão
Me afogo de paixão
Me afogo de paixão

Fonte da letra: Letras Terra

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Ney Matogrosso - Poema

Ilustração

Poema
Interprete: Ney Matogrosso
Composição: Cazuza / Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

Fonte da letra: Letras de músicas Terra

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O meu desatino

desatino

Sem querer eu consegui te perder e não consegui mais te encontrar
Ai veio os momentos de solidão para completar essa exatidão
É tão rigoroso em meu coração que me perco em choros
É de suar de desespero e mais forte que tudo na minha vida
É esse amor, sou fraco e não posso lutar, pois já foi o que me restava
Existia um pouco de esperança e como um vendaval
Foi levada de mim essa esperança que eu ainda tinha

Momentos de solidão e como já disse me vêem perdidos repetidos
E nada de cura, poderia você se importar com que eu sinto
Poderia ser mais fácil com seu amor em mim
Com seu corpo me pedindo mais e suas caricias me envolvendo
Fazendo com que eu compartilhasse tudo que você fizesse por mim
Devolvendo aquela coisa louca que a paixão proporciona
É coisa de pele, desejo sem fim e não conseguimos nos saciar
Essa sede incontrolável que nos pega na hora do amor
Mas nada disso você quis e simplesmente me deixou aos prantos

Ingratidão é a pior coisa que um coração apaixonado poderia ter
É ilusão saber que tudo não passou por capricho
Faz-me mal saber que você não quis o melhor de mim
Deixa-me pequeno perante esse amor grandioso que sinto
Ah! Nada me fará pensar em outra coisa, além do que a gente
Poderia passar, digo das coisas maravilhosas que poderíamos
Viver de tudo que é bom e do melhor conteúdo que a paixão poderia
Dar-nos, mas infelizmente você não quis.

Por Márcio Poeta

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Vinicius de Moraes - A dor a mais


Foi só muito amor
Muito amor demais
Foi tanta a paixão
Que o meu coração, amor
Nem soube mais
Inventei a dor
E como ela nos doeu

Ah, que solidão buscar perdão
No corpo teu
Tanto tempo faz
Tens outro amor, eu sei
Mas nunca terás
A dor a mais
Como eu te dei
Porque a dor a mais
Só na paixão
Com que eu te amei

Por Vinicius de Moraes
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Ilusão



Paixão que arde o meu peito, febre que me faz queimar
Amor que me aquece, olhares que me hipnotizam
Gestos que me fazem parar no tempo, pensamentos que
Fazem-me lembrar, palavras que me fizeram acreditar
Carinhos que me fez sonhar, sonhos em que eu tive
E nada disso foi o bastante para que você ficasse ao meu lado
Foi apenas mentiras que me destes e isso machucou meu coração
Quantas juras de amor ouvi saírem de sua boca
Quantos momentos em que você me fez acreditar que havia
Paixão, até seu olhar me dizia que havia
Com tal coisa assim fui enganado
Você mentiu em suas palavras e me fez creditar que era paixão
Puro capricho seu e agora estou aqui
Na solidão, no desespero querendo você
Querendo o que você vinha me prometendo, querendo o que
Você jurou que sentia por mim
Não sei o quanto vou resistir, não sei se vou sobreviver
A toda essa sua ingratidão e mentiras
E para completar ainda te amo, mas não acredito mais em uma
Só palavra que você me diz
Apenas luto contra esse sentimento que está me fazendo mal.
Por Márcio Poeta
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Se queres


Se queres descobrir o amor em teu ser, primeiro observa
o nascimento das flores sobre as pedras, o nascimento da
borboleta em seu casulo tão limitado... Observa o sol
nascendo e iluminando o que há pouco era só escuridão...

Se queres conhecer o amor, observa o movimento gracioso
do vento sobre as flores e vê as sementes sendo lançadas
para outros solos, transformando-os, delicadamente, sem
pressa. Observa a generosidade com que a natureza te acolhe,
mostrando com seus movimentos a importância de te sentires
como ela se sente.

Se queres sentir o amor, olha para os teus irmãos com a
disposição de, sem julgamento, ve-los como eles são. Olha
para ti e aceita o que vem do coração.

Se queres compartilhar o amor, apenas estende a tua intenção
e ela chegará ao mundo e a ti retornará, trazendo-te as bênçãos
de Deus que sorri com a tua conduta.

Se queres prosseguir com o amor, procura viver de acordo com
as virtudes que se foram dados por Deus...

Se queres sentir o verdadeiro amor, entrega-te por completo
nas mãos de Jesus e verás o Milagre da vida acontecer em ti.

Por Márcio Poeta
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Lua


Mais claro momento de reflexão
Vidas passageiras e momentos passageiros
Claro sol que a luz se dá e ilumina a alma
Reluz o que está escuro e nasce um viver
Viver em harmonia e nada de falsidade
E nem correr atrás do que não tem sentindo

Faz-se a lua iluminada pelo o sol faz com que não perca
O brilho e de noite vejamos os raios do sol refletido
Na claridade que se dá no espelho luar
É de inspirar paixão e soltar suspiros a lua provoca
Prazeres e tem um sentido romântico
Faz enxergar na escuridão, abençoada lua

E a pele solta os arrepios dos poros avisando que
O desejo esta chegando, revirando os olhos de prazer
A pele se encosta causando a química da paixão
Juntando os lábios e se concretizando o beijo
Molhado se entrelaçando a língua
Percebendo que é amor pura inspiração que a lua nos dá.

Por Márcio Poeta
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Biografia Carlos Drummond de Andrade


Poeta, cronista, contista e tradutor brasileiro. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social.

Na poética de Carlos Drummond de Andrade, a expressão pessoal evolui numa linha em que a originalidade e a unidade do projeto se confirmam a cada passo. Ao mesmo tempo, também se assiste à construção de uma obra fiel à tradição literária que reúne a paisagem brasileira à poesia culta ibérica e européia.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade natal, em Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Excelente funcionário, passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

Predomínio da individualidade. O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo, no que desmonta, dispersa, desarruma, do berço ao túmulo -- do indivíduo ou de uma cultura.

Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Fonte: Releituras

Resíduo
(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Carlos Drummond de Andrade
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Mario Quintana

O TRÁGICO DILEMA: Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.

AMAR: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei... O amor é quando a gente mora um no outro.

BILHETE: Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Por Mario Quintana

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VEM DO CORAÇÃO

Há um sentimento para contemplar, como encontrar palavras que expressa o sentimento continuo e duradouro, somente os gestos, olhares, carinhos e até mesmo o silêncio poderá explicar o que sinto, para quem corresponde será um bom entendedor.

Márcio Ferreira

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