
Tanto que passei as coisas que me fez acreditar ou em que eu acreditei e por algum motivo eu passei a não acreditar mais, tudo foi como um furacão que veio levando as esperanças, deixei tantas coisas para trás para confiar em uma só razão que na verdade essa causa acabou em lugar algum, ponho-me em uma crônica dos motivos que me fez escrever este texto a complexidade do que me levou a passar por situações aborrecedoras só me vaziam sofrer, só me feria deixando-me em prantos o que me fez acordar para realidade foi mais doloroso que a própria capacidade de sofrer, não é fácil procurar algo e lutar para isso não encontrar nada em sua busca, meu coração havia deixado de saber com isso veio à realidade de não ser capaz de enxergar-lá, acho que não consigo mais me sentir com tal sentimento dolorido, por isso, hoje eu sei a quem me olha com o amor que eu deveria receber na ocasião, aqueles momentos me feriram deixando-me sensível a que pode acontecer no meu futuro afetivo, mas eu encontrei a quem me levou, a saber, que não é igual não vejo semelhança e está me fazendo feliz a cada dia que passo eu não posso desviar do que me faz bem, quero viver esses momentos, por que o passado próximo foi difícil tenho que respirar o ar puro que estou recebendo agora, sem o descaso dos meus dias de solidão, sem a dor de querer sem poder ter, agora eu posso dizer diferente, sentir diferente, agora não tem descasos nem solidão, eu acredito que sou capaz de amar, eu sei que sou capaz de ser amado, eu posso e devo acreditar que é o certo, não tenho mais incertezas muito menos dores, hoje me sinto livre sem a prisão na qual eu vivia, parece um anjo que me livrou das cadeias que a desilusão me prendeu, agora eu só tenho a retribuir, a corresponder o que está sendo me dado, esse amor está me enriquecendo tirou-me da escuridão e agora eu sou outra pessoa, mudei para melhor essa tempestade cessou, agora são só flores feito uma primavera entrando no meu coração.
Por Márcio Ferreira

Por algumas horas recordei-me da minha infância quando passávamos os dias de domingo logo de manhã jogando bola na Rua 13, por não ser muito movimentada de carros, por volta das dez da manhã começávamos a nossa diversão futebolística e ali naquela rua ficávamos até a hora do almoço, só parávamos quando as mães chamavam para almoçar, o futebol parava para o almoço, por volta das 13 horas retornávamos para a Rua 13, mas não para jogar bola e sim para ficar a toa ou andar pelas ruas do bairro
Mesmo assim íamos lá sagradamente todos os domingos de tarde depois do almoço, nunca tínhamos pensado em pedir sempre entrando escondido pulando a cerca e subindo no pé, um dia ao chegar próximo à cerca vimos o Galharde abrindo o portão, um amigo nosso tomou coragem e se aproximou do Galharde e com voz meio tremula pediu, se poderiam pegar algumas mangas que estavam no chão, por espanto de todos. O tal homem temido lhe respondeu; que sendo assim pedindo poderia até subir nas arvores e pegar direto, por anos a gente temia aquela espingarda à toa, depois de muitos hematomas causados pelo sal descobrimos que o Galharde era um velhinho muito do simpático ele só não gostava que roubássemos as frutas e sim pedíssemos a ele.




