Fica me vigiando para descobrir o que tem no meu coração
Eu nem sei o que me faz sorrir, uma confusão que mistura em ti
Adormece o querer, vem despertar meus desejos
Libertar minhas paixões, causa-me felicidade
Estou pronto para receber todo o seu carinho
É assim que morro de amor que meu reviver é grandioso
O seu olhar só me faz arrepiar e toda essa emoção está no fundo do peito
Preciso saber para não andar errado e me ferir
Faz-me prisioneiro dos seus abraços, deixa-me sentir o seu cheiro em mim
Quando fecho os olhos sinto sua presença
Quero me envolver em você, penetrar no seu coração
Dar e receber beijos loucos e ardentes
Meu sangue ferve só de imaginar seu corpo no meu
Sua paixão pra mim e meu amor só seu.
Por Márcio Ferreira


Por algumas horas recordei-me da minha infância quando passávamos os dias de domingo logo de manhã jogando bola na Rua 13, por não ser muito movimentada de carros, por volta das dez da manhã começávamos a nossa diversão futebolística e ali naquela rua ficávamos até a hora do almoço, só parávamos quando as mães chamavam para almoçar, o futebol parava para o almoço, por volta das 13 horas retornávamos para a Rua 13, mas não para jogar bola e sim para ficar a toa ou andar pelas ruas do bairro
Mesmo assim íamos lá sagradamente todos os domingos de tarde depois do almoço, nunca tínhamos pensado em pedir sempre entrando escondido pulando a cerca e subindo no pé, um dia ao chegar próximo à cerca vimos o Galharde abrindo o portão, um amigo nosso tomou coragem e se aproximou do Galharde e com voz meio tremula pediu, se poderiam pegar algumas mangas que estavam no chão, por espanto de todos. O tal homem temido lhe respondeu; que sendo assim pedindo poderia até subir nas arvores e pegar direto, por anos a gente temia aquela espingarda à toa, depois de muitos hematomas causados pelo sal descobrimos que o Galharde era um velhinho muito do simpático ele só não gostava que roubássemos as frutas e sim pedíssemos a ele.



