Que faz seu corpo à loucura que deseja
A paixão e o prazer estão em seus olhos
Seu olhar vibrante revela o brilho da excitação
Com a boca quente e a garganta seca tenta engolir a saliva
Mas seus desejos são maiores e a impede
O desejo esquenta o seu corpo
Seus dedos não negam e a si mesmo tocam
Você precisa de amor, precisa sentir para saciar o tesão
Você treme de vontade esperando o membro te penetrar a fundo
Está necessitando de carinho para ser melhor a dois
O fogo não se apaga a tendência é aumentar
Você quer se entregar a quem te enlouquece...
E pede, implora, geme, chora...
Mas o que tem para ti é apenas a vontade que te molha...
Faz-te suar sem cessar, você revira, contorce, clama...
Precisando do amante te envolvendo nos braços o seu corpo infame.
Por Márcio Ferreira


Por algumas horas recordei-me da minha infância quando passávamos os dias de domingo logo de manhã jogando bola na Rua 13, por não ser muito movimentada de carros, por volta das dez da manhã começávamos a nossa diversão futebolística e ali naquela rua ficávamos até a hora do almoço, só parávamos quando as mães chamavam para almoçar, o futebol parava para o almoço, por volta das 13 horas retornávamos para a Rua 13, mas não para jogar bola e sim para ficar a toa ou andar pelas ruas do bairro
Mesmo assim íamos lá sagradamente todos os domingos de tarde depois do almoço, nunca tínhamos pensado em pedir sempre entrando escondido pulando a cerca e subindo no pé, um dia ao chegar próximo à cerca vimos o Galharde abrindo o portão, um amigo nosso tomou coragem e se aproximou do Galharde e com voz meio tremula pediu, se poderiam pegar algumas mangas que estavam no chão, por espanto de todos. O tal homem temido lhe respondeu; que sendo assim pedindo poderia até subir nas arvores e pegar direto, por anos a gente temia aquela espingarda à toa, depois de muitos hematomas causados pelo sal descobrimos que o Galharde era um velhinho muito do simpático ele só não gostava que roubássemos as frutas e sim pedíssemos a ele.



