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17 de fev de 2009

Concordâncias da língua portuguesa (Parte 1)

Este tema será publicado em varias partes para reduzir e não ser um post muito grande espero que gostem…

Evidentemente a gramática tem regras e normas próprias, mas não há mistério. Os exemplos, citados a baixo são duvidas populares em que todos temos sobre nossa Língua Portuguesa, facilitando a compreensão dos temas aqui apresentados. Há, ainda, questões de concursos públicos recentes, com respostas comentadas, que servem para avaliação individual. Espero que este tema seja extremamente útil para todos.

Textos para análise:

O almoço será ao meio-dia e MEIO ou meio-dia e MEIA?

Se você acorda às seis e MEIA, sai de casa às sete e MEIA, chega no trabalho às oito e MEIA, vai tomar cafezinho às nove e MEIA, volta para trabalhar às dez e MEIA e vai almoçar às onze e MEIA, duas certezas eu tenho: a primeira é que você trabalhou muito pouco e a segunda é que você falou corretamente a manhã inteira.
A duvida “meio dia e MEIO ou MEIA” só aparece durante o almoço, talvez seja a fome! Isso porque, depois da sobremesa, tudo volta ao normal: uma e MEIA, duas e MEIA, três e MEIA etc.
Portanto, não há duvidas alguma. O certo é “meio dia e MEIA”, porque é “MEIA hora”.
A palavra MEIO, quando significa “metade”, é um numeral fracionário, por isso deve concordar com o substantivo a que se refere. Você come MEIO limão, porque limão é palavra masculina; mas come MEIA laranja, porque laranja é feminina.
Observe mais exemplos: “Bebeu um litro e MEIO de água” (=um litro + MEIO litro); “Bebeu uma garrafa e MEIA de refrigerante” (=uma garrafa + MEIA garrafa). Assim sendo, quem diz “meio-dia e meio” está falando errado. E pior, algum “espirito de porco” poderia até fazer a seguinte conta maluca: meio-dia é metade do dia + meio (=outra metade) = um dia inteiro. Mas, ai é caso de internação…

Os infinitivos devem flexionarem ou não flexionar???

1. Nas locuções verbais, usamos o infinitivo impessoal, ou seja, aquele que não se flexiona nunca: “Os infinitivos não DEVEM FLEXIONAR-SE”; “Os alunos VÃO SAIR mais cedo”; “Os dois zagueiros PODEM SER expulsos”.
Devemos tomar um cuidado especial quando as palavras estão fora de lugar ou quando a locução verbal fica separada por uma intercalação qualquer: “As crianças FORAM todas TOMAR banho”; “Os políticos DEVERIAM, devido à urgência, ANALIZAR melhor este caso”. De qualquer modo, o infinitivo, em locuções verbais, não se flexiona.

2. Fora das locuções verbais é que o infinitivo provoca problemas: “Os técnicos estão aqui para RESOLVER ou RESOLVEREM o problema”???
Embora alguns autores aceitem a concordância no plural, eu sou a favor do uso do infinitivo não flexionado, ou seja, no singular. Existe uma antiga regrinha que defende o uso do infinitivo no singular sempre que o seu sujeito for o mesmo da oração anterior: 1ª oração: “Os técnicos estão aqui” (sujeito = os técnicos); 2ª oração: “para resolver o problema” (sujeito oculto = eles, os técnicos).
O infinitivo só é obrigado a se flexionar (=ir para o plural) se o seu sujeito  for diferente do sujeito da oração anterior: “O diretor deu uma ordem expressa para os técnicos RESOLVEREM o problema ainda hoje”. Quem deu a ordem foi o diretor (= sujeito da primeira oração), mas quem vai resolver o problema são os técnicos (= sujeito da segunda oração).

Continua no próximo post com mais um texto para análise e algumas questões à serem corrigidas para melhor entendimento ou saber se foi do seu entendimento os exemplos mostrados… ;-)

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